Empresa de Pesquisa Afirma que a Maioria das Criptomoedas Acabará Fracassando

A Castle Labs argumenta que o mercado de criptomoedas está estruturalmente supersaturado com muitos tokens, e a maioria acabará tendendo a zero, a menos que demonstre tração comercial real e um alinhamento mais forte entre o token e seu projeto subjacente. Em uma publicação detalhada no X, a empresa enquadra o mercado atual como uma fase de seleção, não uma recuperação ampla. O problema central não é que as criptomoedas estejam falhando, mas que a oferta de tokens superou amplamente a demanda sustentável. O resultado é um mercado dominado por um punhado de grandes ativos, enquanto milhares de tokens menores competem por liquidez cada vez menor.

Muitos Tokens de Criptomoedas

Para apoiar seu argumento, a Castle Labs aponta para dados de concentração de mercado. Ela observa que os cinco principais ativos de criptomoedas representam 84,4% da capitalização total de mercado. Os 15,6% restantes — aproximadamente US$ 330 bilhões — estão distribuídos por milhares de outros tokens. Isso contrasta com as ações dos EUA, onde as ações das "Sete Magníficas" representam 31% do mercado e o S&P 500 responde por 84,7%. Nas criptomoedas, apenas cinco ativos carregam um nível de concentração semelhante às 500 maiores empresas dos EUA.

A empresa afirma: "Ao longo dos anos, tantas moedas foram criadas que 99% delas precisam ir a zero para o bem da indústria." Esse desequilíbrio está se tornando mais difícil de ignorar para os investidores, especialmente aqueles que compraram a narrativa de adoção institucional, mas agora estão presos com carteiras pesadas em altcoins e com grandes perdas.

A Castle Labs delineia três caminhos possíveis para o reequilíbrio: os principais tokens perdem participação de mercado para os menores, a liquidez externa eleva todo o mercado ou os tokens mais fracos perdem valor enquanto os principais absorvem mais capital. Ela argumenta que o terceiro resultado é o mais provável, mesmo que o primeiro fosse mais saudável.

Uma parte fundamental do argumento gira em torno da mecânica simples do mercado. A empresa destaca que os desbloqueios contínuos de tokens continuarão adicionando oferta a um mercado onde a demanda já é seletiva, citando US$ 8,51 bilhões em valor de desbloqueio para este ano e US$ 17,12 bilhões nos próximos cinco anos. Essa sobrecarga coincide com o fraco desempenho comercial em grande parte do setor. Dos mais de 5.600 protocolos listados no DeFiLlama, a Castle Labs relata que apenas 76 geraram mais de US$ 1 milhão em receita nos últimos 30 dias, e apenas 237 ultrapassaram US$ 100.000.

A receita também é altamente concentrada. De acordo com a publicação, os 10 principais protocolos representaram 80% da receita total de criptomoedas, com os três primeiros representando 64%. Apenas o Tether representou 44%. Notavelmente, apenas três desses 10 maiores geradores de receita haviam lançado tokens até agora: Hyperliquid, Pumpfun e Jupiter, com apenas o HYPE (token da Hyperliquid) superando materialmente.

Esse pano de fundo alimenta o ceticismo da Castle Labs em relação aos novos listagens de tokens. Ela observa que houve cerca de 118 grandes lançamentos de tokens, e 84,7% foram negociados abaixo de sua avaliação inicial no evento de geração de tokens (TGE) — evidência, segundo ela, de preços de lançamento inflados e estrutura fraca pós-lançamento.

O Problema de Alinhamento

A Castle Labs também argumenta que o mercado está punindo tokens que carecem de alinhamento econômico com os produtos que representam. Ela cita o exemplo da aquisição da Interop Labs pela Circle, onde o token da Axelar (AXL) não fez parte do negócio, ilustrando uma divergência entre o valor do produto e o valor do token.

"Os tokens não são uma representação legal do negócio e não oferecem nenhum direito real sobre os lucros da empresa, ao contrário das ações", escreveu a empresa. "Os investidores, quando recebem tokens, têm esses direitos por meio das ações que possuem. Portanto, eles estão em uma posição melhor, mas os detentores de tokens? Eles estão à mercê do projeto quando se trata de alinhar seu produto com seu token."

Nessa estrutura, as recompras são vistas como um dos sinais mais claros de alinhamento. A Castle Labs destaca a Hyperliquid e a Aave como exemplos e observa que a Uniswap só se tornou totalmente alinhada com os detentores de tokens após mais de cinco anos.

A conclusão da empresa é direta: é provável que o capital continue fluindo para um número cada vez menor de tokens que demonstrem utilidade e alinhamento reais, enquanto a grande maioria dos projetos desaparece. O foco deve mudar para protocolos que geram receita real, alinham-se com os interesses dos detentores de tokens e têm maneiras confiáveis de gerenciar a diluição. Se essa abordagem se mostrar bem-sucedida no próximo ciclo de mercado pode depender menos do hype e mais se mais projetos adotarem os tipos de modelos de lançamento baseados em desempenho e receita que a Castle Labs relata estar começando a aparecer. No momento da redação, a capitalização total do mercado de criptomoedas era de US$ 2,16 trilhões.

Perguntas Frequentes

Claro. Aqui está uma lista de perguntas frequentes sobre a afirmação comum de que a maioria das criptomoedas acabará falhando, projetada para ser clara e útil para uma variedade de níveis de experiência.

Iniciante — Perguntas Fundamentais

1. O que significa quando uma empresa de pesquisa diz que a maioria das criptomoedas falhará?
Significa que eles preveem que a grande maioria dos milhares de moedas digitais atualmente disponíveis perderá a maior parte ou todo o seu valor, se tornará obsoleta ou deixará de funcionar completamente, restando apenas um punhado de bem-sucedidas.

2. Por que uma criptomoeda falharia?
Razões comuns incluem não ter uso ou utilidade no mundo real, tecnologia ou segurança precária, ser uma fraude, não atrair usuários e desenvolvedores suficientes, ficar sem financiamento ou ser superada por um projeto melhor.

3. O Bitcoin não é suficiente? Por que existem tantas outras criptomoedas?
Diferentes criptomoedas visam resolver problemas diferentes. Enquanto o Bitcoin é frequentemente visto como ouro digital, outras se concentram em executar aplicativos, pagamentos mais rápidos ou atender a indústrias específicas. Algumas são criadas simplesmente para experimentar ou, infelizmente, para ganhar dinheiro rápido.

4. Isso significa que todas as criptomoedas são um mau investimento?
Não necessariamente. A afirmação sugere que escolher vencedores de longo prazo bem-sucedidos será extremamente difícil, semelhante a escolher startups bem-sucedidas. Destaca a natureza de alto risco de investir na maioria das criptomoedas individuais, especialmente as menores e menos conhecidas.

5. O que acontece com meu dinheiro se uma criptomoeda falhar?
Se uma criptomoeda falhar completamente e deixar de existir, quaisquer tokens que você possuir provavelmente se tornarão inúteis. Você perderia o dinheiro investido nesse ativo específico.

Intermediário — Perguntas de Mercado

6. Qual porcentagem de criptomoedas realmente falha?
Estudos e dados históricos sugerem uma taxa de falha muito alta, frequentemente estimada em mais de 90%. Muitas moedas de ciclos de mercado anteriores já se tornaram inativas ou "mortas".

7. As stablecoins como USDT ou USDC também correm risco de falhar?
Elas enfrentam um tipo diferente de risco. Seu valor está vinculado a uma reserva de ativos. Seu risco principal não é a falha tecnológica, mas o risco de que a empresa por trás delas não detenha reservas suficientes para lastrear todos os tokens.

8. Como posso saber se uma criptomoeda pode falhar?
Sinais de alerta incluem nenhum propósito claro ou problema que resolva, desenvolvedores anônimos, hype excessivo sem substância, falta de desenvolvimento ativo ou comunidade e volume de negociação ou liquidez muito baixos.

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